A essência do Brasil é a de um país que ainda não foi fundado. A sua única e ultima anunciação foi em sua descoberta através da Carta do escrivão Pero Vaz de Caminha ao rei Manuel I no dia 01 de maio de 1500.

500 anos após acontecerem governos, insurreições, mudanças o país ainda esta a espera de ser descoberto. As gerações que viveram seu solo ainda não conseguiram construir uma civilização brasileira. Somos um país sem identidade.

500 anos depois o Brasil é o país do Copo Vazio. Aquele que não gera nem leis nem produtos ao bem-estar de seu povo. Continuamos o país selvagem da extração. Não mais de pau – brasil, agora através de produtos extraídos por montadoras. Os nossos carros, tvs, aviões são alienígenas. Igual a uma banana são extraídos por empresas sem a nossa participação cultural.

Diferentemente os EUA é um país mais jovem que o Brasil mas com fundadores. A sua junção de puritanismo do Mayflower de 1620 com os ideais da revolução francesa de 1789 fundeou uma nova migração civilizatória. Enquanto o Egito Antigo discutiu a morte, a Grécia a razão, a Europa o ser, os EUA elevou a visão de progresso.

A nova expectativa é o Brasil. A sua luminosidade e extensão territorial oferecem predicativos e uma nova migração cultural. Não divisa as profundidades que conduzem a alma humana. Vive na superfície festeira. Prefere a alegria do copo vazio.

O Brasil das bananas não consegue perceber a questão do conteúdo nacional. De que numa era do conhecimento somos conquistados pela dinâmica do conhecimento. Aos conhecimentistas brasileiros cabe incluir no hino nacional: “Ou geramos conteúdo próprio ou eternamente pagaremos royalties aos outros”.

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