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Há um outro Brasil além de caça a corrupção e salvacionismo previdenciário a ser entendido. O país necessita formular uma estratégia desenvolvimentista baseada no conhecimento. Encontrar o significado de gerar espaço psicológico.

O Brasil está sem momento histórico. Não consegue pensar na nação. Vive o umbigo das commodities. O país tem a maior reserva de água potável do planeta. Petróleo, ferro, alumínio, tungstênio. Pode explorar energia hidráulica, eólica, solar, mineral. Mas não consegue dar um salto tecnológico. Falta uma estrutura maior. Limita-se a ser um produtor de commodities: carne, café, soja.

O espectro que ronda o Brasil é o da desigualdade e do atraso. Entretanto vive uma falência de valores políticos, sociais, econômicos, éticos. Não consegue ir adiante. O desafio atual é levar o país a Era do Conhecimento. Contudo, nem uma utopia desenvolvimentista as nossas elites conseguem criar.

O maior problema do país não é econômico, não é fiscal, não é social. É a falta de uma política de conhecimento. Uma condução capaz de o levar a participar da Era do Conhecimento. A entender os projetos passíveis de serem desenvolvidos. Ao menos mostrar uma liderança em termos de América do Sul.

O país necessita de soluções conhecimentistas para se tornar uma nação desenvolvida. Caminhos para participar do know – how do crescimento científico-tecnológico. Contudo, nos faltam lideranças capazes de unificar educação-ciência-inovação e a promover a defesa do conteúdo nacional.

A agenda política brasileira está sempre cheia. Coloca que os fatores decisivos pra aumentar a competividade do país estão em realizar as reformas da previdência, tributária, enxugar o tamanho do estado. Ninguém diz uma palavra a relacionar produtividade e conhecimento. Vivemos sob os augúrios de que a reestruturação dos impostos e tributos salvará o país.

O fato é que estamos com uma História atrasada a nível mundial. O século 21 não começou. Nem 1968 na França, nem a queda do Muro de Berlim em 1987, nem a Primavera Árabe em 2011 conseguiram tornar pública a chegada da Era do Conhecimento. Até hoje a figura social do Conhecimentista não veio à tona. Vivemos ainda num teatro do século 19. A formular trabalhadores e patrões como os únicos protagonistas da História. Os artistas convidados a essa complexa relação entre estado e mercado.

Nesta cega transição vivemos. Está enevoado entender que da relação capital-trabalho passaremos a capital-conhecimento. Estamos num Mundo cuja característica é a guerra comercial, todos querem vender suas inovações. Mas, falta o sentido de uma nova conjuntura coligando a participação das relações humanas. Ninguém consegue substituir a dialética capital-trabalho pela dialética do conhecimento.

Falta o Brasil entender essa nova quadra da História. Contudo, o povo segue resignado e não temos uma classe conhecimentista reinvidicatória. As elites estão despreparadas. As discussões são inócuas.

Estamos com uma geração adormecida. Vivendo o sonho do consumo. A geração dos anos 1950 conseguiu encontrar sua veia nacionalista através da luta do ‘petróleo é nosso’. Quanto tempo ainda levará para a geração atual entender sobre a importância de levantar a bandeira da defesa do conteúdo nacional?

Por MELK

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