Desde quando Prometeu roubou o fogo sagrado do Olimpo que a existência do homem vem sendo impulsionado pela saga do conhecimento. Nada o impede dessa ambição. Não apenas a de entender as leis que governam o Universo, como se possível, recriá-las.

Valeu o temerário esforço de Prometeu. Nos erguemos do mundo natural e conseguimos ver as coisas através de modelos científicos. A primeira grande vitória acontecida foi com a Revolução Científica do século 16. Ali aprendemos que desde o micro ao macro existem leis estabelecendo seu comportamento e de que é possível a mente humana chegar até elas. Conseguimos as entender sob os aspectos qualitativo e quantitativo.

O século 21 está a trazer uma nova mudança. O fogo de Prometeu está atravessado uma nova fronteira. Em vez do natural chegar ao real, partir do virtual para o natural. Da imaginação viajar em busca da realidade. Quer dizer, as nossas abstrações antecederem a exterioridade.

Essa é a postura da Física 21. Diferentemente da época de Galileu, atualmente partimos da modelagem. Atualmente não faltam os mais variados modelos buscando detectar que ‘natureza’ existe dentro deles. Primeiro o modelo, depois a realidade objetiva.

Estamos ao tempo das leis virtuais. O LHC é um experimento virtual. A sua proposta é a leitura do Modelo Padrão. Diferentemente das luas de Júpiter descobertas por Galileu a descoberta do Higgs necessitou de previamente estar ligado um modelo. O Higgs só foi detectado devido a ser uma partícula prevista pelo Modelo Padrão. Sem essa vara não seria pescado no meio de outras milhões de partículas.

Leis virtuais é o novo tema a Era do Conhecimento defrontar. Entender sobre sua validade. Estabelecem uma delicada relação entre virtual, natural e real. O Higgs levou 50 anos para passar do virtual ao real. Muitas outras teorias em Física, tais como propondo altas dimensões, supersimétrica, supercordas e outras podem ser apenas elucubrações. Não é fácil no decorrer de uma época estabelecer o quanto uma Lei Virtual estará associada a uma Lei da Natureza. E o pior é quando o Diabo ainda se insere tentando capitalizar a virtualidade…

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