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A Huawei anunciou dois novos chips de processamento para aplicativos de inteligência artificial, o primeiro grande esforço da gigante chinesa das telecomunicações em uma tecnologia dominada por americanas como Nvidia, Intel e Qualcomm.

A linha da Huawei inclui um chip para tarefas complexas de inteligência artificial, como programação de algoritmos, e outro para funções rotineiras, como em smartphones.

Os novos componentes se alinham a esforços da China para reduzir a dependência de tecnologias avançadas dos EUA e desenvolver produtos similares no país – semicondutores e inteligência artificial são áreas que autoridades desejam promover localmente.

“O poder de processamento é a fundação da inteligência artificial”, disse Eric Xu, presidente do conselho da Huawei. “Precisamos oferecer poder de computação abundante e a preço mais acessível.”

Outras chinesas também investem em chips de IA. A Alibaba, gigante do comércio eletrônico, quer lançar um chip de IA no ano que vem, e startups como a Bitmain Tecnologies e a Cambricon Technologies também trabalham nesse tipo de componente.

A Huawei deve encontrar interesse pelos seus componentes na China, mas enfrentará desafios para superar rivais em outras partes do planeta, disse Mo Jia, analista da consultoria de tecnologia Canalis.

Diferentemente das empresas americanas, a Huawei não venderá os chips diretamente aos clientes, disse Xu. Eles serão vendidos a cientes como parte de seus servidores, módulos e das operações de computação em nuvem.

O esforço se segue ao sucesso da Huawei em telefonia móvel. A companhia ultrapassou a Apple neste ano e se tornou a segunda maior vendedora mundial de smartphones, atrás somente da Samsung.

Ao mesmo tempo, enfrenta escrutínio das autoridades dos EUA, onde seus equipamentos para telecomunicações foram proibidos devido a preocupações de segurança.

A Huawei sustenta que não representa ameaça.

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci e publicado na Folha de S.Paulo

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